Muita gente que mora fora do Brasil ficou acordada até madrugada para acompanhar a apuração dos votos. Aqui em Portugal, estamos 4 horas à frente, por isso quando o relógio marcava meia-noite a contagem ainda estava em cerca de 64% dos votos.
Este ano, o número de pessoas aptas a votar no exterior foi recorde, 697 mil e 84 registros, 39,21% a mais do que em 2018.
Em Portugal, houve votação no Algarve (Sul), Lisboa (capital) e Porto (Norte). O candidato do PT ficou na frente no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (com 99,15% das urnas apuradas), Lula obteve 47,13% e Bolsonaro 41,63% no exterior. Não foram registradas ocorrências graves durante o processo eleitoral que precisou ter o horário alargado. A previsão era terminar às 17h de Portugal, e a votação seguiu até às 20h devido ao grande número de pessoas e a espera chegou a mais de 3 horas na fila em alguns horários. Os três maiores colégios eleitorais fora do Brasil são Estados Unidos, Portugal e Japão.
Na manhã desta segunda-feira, o resultado das urnas era o assunto entre portugueses e brasileiros que moram em Braga. O discurso que se ouve é semelhante ao contexto do Brasil – está polarizado e ninguém quer saber a opinião do outro. E os principais temas eram as pesquisas divulgadas (que não representaram a realidade) e a relação da divisão geográfica do Brasil e da divisão de votos entre os dois principais candidatos.
Os telejornais e sites portugueses transmitiram e comentaram “em direto” a apuração dos votos, inclusive com a participação de convidados brasileiros e portugueses para fazer a análise do processo. Neste item, o panorama também é parecido com o da imprensa brasileira – as emissoras estão a mostrar o lado que apoiam.
Até o dia 30, com certeza, o tema eleições estará no tema da conversa do “pequeno almoço” dos portugueses, brasileiros e estrangeiros que residem em Portugal.
E para não falar só de eleições, um registro climático. O outono deixou o verão visitar Portugal hoje. As máximas previstas em Braga são de 31 graus. Um dia lindo de sol, com árvores ainda cheias de flor, servem de cenário às discussões políticas e ideológicas que o momento exige.
Leia todos os colunistas